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Visto americano: erro pode barrar viajantes

Desconhecimento sobre prazo de permanência autorizado pode levar a impedimentos na imigração dos EUA

Casos de brasileiros barrados na imigração dos Estados Unidos, mesmo com visto válido, têm se tornado mais frequentes e acendem um alerta para quem planeja viajar ao país.

Na maioria das vezes, o problema não está no visto estampado no passaporte, mas no prazo de permanência autorizado pelas autoridades norte-americanas. 

Passaporte dos Estados Unidos sobre documentos de viagem e bandeira americana.
Conferir o formulário I-94 é uma das principais medidas para evitar problemas migratórios. Crédito: Canva

Segundo especialistas em imigração americana, o desconhecimento sobre o I-94 é um erro frequentemente cometido. O formulário é responsável por definir por quanto tempo o viajante pode permanecer legalmente no país.

Em casos em que o turista ultrapassa esse limite, ainda que por poucos dias, pode haver comprometimento migratório com consequências duradouras.

Entender como funciona esse controle é essencial para evitar transtornos e garantir uma entrada tranquila no país. Continue para saber mais!

O que é o formulário I-94 e sua relação com o visto

O formulário I-94 é um registro eletrônico emitido pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) no momento da entrada do viajante no país.

Ou seja, é nele que consta a data limite de permanência autorizada em território norte-americano, independentemente da validade do visto.

Larissa Salvador, fundadora da Salvador Law e advogada de imigração, explica a confusão de algumas pessoas com relação à função do visto:

“A confusão mais comum é achar que o visto define quanto tempo a pessoa pode ficar nos Estados Unidos, quando, na verdade, essa decisão é tomada pela imigração no momento da entrada”.

De acordo com a especialista, permanecer além do prazo indicado no I-94 coloca o viajante automaticamente em situação migratória irregular.

“Mesmo poucos dias de excesso podem tornar o visto inválido para futuras viagens e levar ao seu cancelamento nos registros consulares”, afirma.

Mesmo com a documentação regular, o turista pode ser surpreendido com o impedimento já na imigração. Isso porque a irregularidade costuma ser identificada em tentativas posteriores de entrada no país.

Viajantes em guichê de imigração dos Estados Unidos entregam passaportes a agente de segurança.
Mesmo com visto válido, o viajante pode ter a entrada negada na imigração dos EUA. Crédito: Canva

Consequências do excesso de permanência

Ultrapassar o período autorizado no I-94 pode gerar impactos imediatos ou futuros. Entre eles estão o registro negativo junto às autoridades, o impedimento de entrada em novas viagens e o risco de deportação.

Além disso, em casos mais graves, pode ser estabelecida a proibição de retorno aos Estados Unidos por períodos que variam de três a dez anos, dependendo do tempo de irregularidade.

Por isso, acompanhar o histórico migratório é fundamental. Pelo site oficial do U.S. Customs and Border Protection (CBP), o viajante pode acessar a seção View Travel History e verificar todas as entradas e saídas registradas.

O que o viajante precisa considerar antes de embarcar

Ainda que seja essencial se atentar às regras do I-94, algumas ações simples ajudam a evitar problemas na imigração americana. Veja alguns pontos de atenção:

  • Verificação do prazo autorizado: Após a entrada nos EUA, é indispensável conferir o formulário I-94 e confirmar a data limite de prazo de permanência nos EUA.
  • Passagem compatível com a estadia: Ter passagem de volta ou de continuação da viagem compatível com o período autorizado ajuda a demonstrar intenção clara de retorno dentro do prazo permitido.
  • Comprovação de hospedagem e recursos financeiros: Reservas de hotel, carta-convite, contrato de aluguel temporário e extratos bancários que comprovem capacidade financeira são documentos frequentemente solicitados.
  • Comprovação do motivo da viagem: Matrículas em cursos, inscrições em eventos, agendas profissionais ou convites formais ajudam a sustentar o objetivo declarado da viagem.
  • Viagens para tratamento médico: Nesses casos, é necessário apresentar relatórios médicos, cartas da instituição responsável e comprovantes de que os custos do tratamento poderão ser pagos.
  • Validade do passaporte: O passaporte deve ter validade mínima de seis meses, mesmo que o visto tenha sido emitido em um documento anterior.

Seguir esses passos com atenção faz com que o processo seja mais tranquilo e sem dores de cabeça. 

Planejamento é a chave para evitar problemas

De acordo com Larissa Salvador, a legislação migratória dos EUA é técnica e pouco intuitiva, o que torna o planejamento prévio indispensável.

Com orientação adequada, o viajante consegue entender prazos, limites e riscos, evitando erros que podem comprometer todo o histórico migratório.

“Na imigração americana, pequenos descuidos podem gerar grandes consequências. Entender as regras, respeitar os prazos e manter a documentação organizada é o que diferencia uma entrada tranquila de um problema que pode durar anos”, conclui a advogada.

Com regras migratórias cada vez mais rigorosas e processos de fiscalização mais atentos, o acesso à informação confiável torna-se um aliado essencial para quem pretende viajar ao exterior.

Planejar uma viagem internacional com cuidado todas as etapas burocráticas ajuda a evitar imprevistos que podem comprometer não apenas uma viagem, mas todo o histórico migratório.

Dessa forma, curtir o tempo livre e os dias de folga fora do país se torna uma experiência mais segura, tranquila e prazerosa!

Fontes: Salvador Law

Larissa Biondi

Jornalista e redatora do dfolga. Acredito que toda folga fica melhor com boas histórias — e é sobre isso que escrevo: viagens, eventos, turismo e entretenimento.
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