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Viagem para os EUA: o que mudou na imigração

Especialista em Direito Internacional explica mudanças na entrada de estrangeiros e como brasileiros podem se preparar

Texto publicado em março de 2026 e sujeito a atualizações conforme o desenvolvimento dos eventos.

No dia 28 de fevereiro de 2026, ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel ao Irã resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei.

A mídia estatal iraniana confirmou a morte e declarou 40 dias de luto oficial.

O impacto direto sobre a política migratória americana ainda está em avaliação, mas especialistas já alertam para o endurecimento das regras de entrada nos EUA como resposta ao contexto de segurança nacional.

Fernando Canutto, especialista em Direito Internacional Empresarial do Godke Advogados, sentado à mesa com estante de livros ao fundo
Fernando Canutto é sócio do Godke Advogados e especialista em Direito Internacional Empresarial. | Foto: Divulgação

Por isso, quem tem viagem marcada para os EUA precisa estar atento.

Em momentos de tensão ligados à segurança nacional, o padrão americano é de triagem mais rigorosa, checagens extras e entrevistas mais aprofundadas na imigração.

Fernando Canutto, sócio do Godke Advogados e especialista em Direito Internacional Empresarial, explica o que muda na prática para o viajante brasileiro.

Confira abaixo o que esperar na imigração americana agora e como se preparar antes de embarcar!

O que muda na imigração americana

Contextos de instabilidade geopolítica ligados à segurança nacional costumam gerar mudanças diretas na entrada de estrangeiros nos Estados Unidos.

O padrão histórico inclui entrevistas consulares mais rigorosas, maior exigência na renovação de vistos e processos de residência mais lentos.

Na prática, segundo Canutto, o que o viajante pode encontrar é uma triagem mais criteriosa já no aeroporto.

“Em momentos de instabilidade geopolítica ligados à segurança nacional, o padrão nos EUA costuma ser de uma triagem rigorosa, com checagens extras e mais rigor discricionário na entrada e visitas mais frequentes à famigerada ‘salinha’ e deportações”, explica.

Para a maioria dos viajantes brasileiros com perfil simples, como turismo, visita à família ou viagem de negócios com documentação em ordem, a experiência na imigração tende a seguir normalmente.

O cuidado extra se aplica a perfis específicos, detalhados abaixo.

Três passaportes azuis dos Estados Unidos da América sobrepostos em superfície marrom, simbolizando documentação para imigração americana
Documentação organizada é a principal recomendação para brasileiros que viajam aos EUA. | Foto: Canva

Quem é afetado: perfis que exigem mais atenção

Nem todo viajante brasileiro precisa se preocupar da mesma forma.

Segundo Canutto, os mais afetados em momentos de tensão geopolítica costumam ser aqueles com elementos que aumentam a “complexidade” do perfil aos olhos da imigração americana.

“Os mais afetados costumam ser quem tem vínculo direto ou indireto com o ‘teatro’ do conflito, seja pessoal, com dupla nacionalidade, residência, família imediata, histórico documental ligado a países ‘sensíveis’ e até mesmo viagens, ou profissional”, afirma.

Se você se identifica com algum desses fatores, o momento exige planejamento extra, especialmente na organização documental.

Como se preparar: checklist documental

Independentemente do perfil, a melhor proteção do viajante brasileiro é a documentação organizada e completa.

Canutto recomenda portar todos os comprovantes que demonstrem o objetivo legítimo da viagem. Confira o checklist:

  • Passagens de ida e volta confirmadas;
  • Reservas de hospedagem;
  • Comprovantes de vínculo profissional, acadêmico ou familiar no Brasil;
  • Documentos que justifiquem o motivo da viagem — carta convite, contrato, inscrição em evento ou similar;
  • Histórico de viagens anteriores aos EUA, se houver.

Além da documentação, Canutto recomenda chegar com antecedência ao aeroporto e estar preparado para entrevistas mais longas na imigração.

“Recomenda-se acompanhar possíveis mudanças nas regras migratórias, chegar com antecedência aos aeroportos e estar preparado para entrevistas mais rigorosas na imigração”, conclui.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta a um advogado especializado.

Viagem marcada para os EUA? Planeje com antecedência

A grande maioria dos viajantes brasileiros não se enquadra nos perfis de maior risco e pode seguir com seus planos normalmente, desde que com documentação organizada e atenção às atualizações das regras de entrada.

O momento pede mais planejamento, não cancelamento.

Acompanhe as orientações de especialistas, organize seus documentos com antecedência e embarque com tranquilidade.

No dfolga.com você encontra mais dicas para planejar viagens internacionais e aproveitar melhor seus dias de férias e folgas!

Fonte: Fernando Canutto — Especialista em Direito Empresarial Internacional / Godke Advogados

Larissa Biondi

Jornalista e redatora do dfolga. Acredito que toda folga fica melhor com boas histórias — e é sobre isso que escrevo: viagens, eventos, turismo e entretenimento.
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