O turismo corporativo brasileiro começou o ano de 2026 em alta. Apenas em janeiro, o setor registrou faturamento de R$1,052 bilhão, superando o valor de R$ 1,047 bilhão do mesmo mês do ano anterior.
O resultado apresentou uma alta de 0,47%, segundo dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), que acompanha o comportamento de 11 segmentos do mercado.

Em 2025, as viagens corporativas alcançaram o melhor resultado de sua história: R$13,685 bilhões, com alta de 0,77% em relação a 2024. Para 2026, a expectativa é superar essa marca e chegar a R$14 bilhões.
Confira a importância desses resultados e o impacto do setor!
O que puxou o resultado de janeiro?
Os serviços aéreos lideraram o desempenho, somando R$636,1 milhões e mantendo a maior participação no volume total do setor.
Logo atrás, o segmento de hotéis também apresentou grandes resultados, com R$319,3 milhões em faturamento, resultado direto da estabilidade da demanda por hospedagens no início do ano.
Outros segmentos chamaram atenção pelo ritmo de crescimento. O serviço de transfer registrou alta de 63,41%, com faturamento de R$4,7 milhões.
Já o seguro-viagem avançou 54,10%, chegando a R$2,5 milhões, um sinal de maior valorização de serviços agregados por parte dos viajantes corporativos.

Turismo de negócios como motor econômico
O impacto do turismo corporativo vai além dos números do setor.
Cada viagem de negócios movimenta uma cadeia inteira: transporte, hospedagem, alimentação, serviços locais. Em Belém (PA), o taxista Luiz Rodrigues já sente o reflexo desse movimento:
“Esse ano, depois da passagem do Natal e do Ano Novo, estamos vendo um crescimento da chegada dos turistas de outros estados e até do exterior. Eu e meus colegas, que trabalhamos no aeroporto, temos acompanhado bastante, inclusive com o transporte de clientes para os novos hotéis que temos aqui na cidade.”
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, resume o efeito multiplicador do segmento:
“Um executivo que vem de fora utiliza uma companhia aérea nacional para chegar aqui, sai do aeroporto com algum transporte, se hospeda em algum hotel, almoça em algum restaurante. Toda a cadeia é movimentada.”
Expectativa do turismo corporativo para 2026
O diretor executivo da Abracorp, Douglas Fernandes de Camargo, avalia o cenário com cautela:
“Nossa expectativa é ter um bom desempenho no primeiro semestre. Mas temos de aguardar ainda o câmbio, que pode impactar nos resultados.”
A ressalva é relevante, visto que o câmbio é uma variável sensível para o turismo corporativo, especialmente em viagens internacionais.
Ainda assim, o setor parte de uma base sólida: dois anos consecutivos de recordes e um janeiro que já confirma a tendência de crescimento.
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Fonte: Ministério do Turismo














