No norte de Minas Gerais, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu se localiza no encontro entre o Cerrado, a Caatinga e a Mata Atlântica.
Em 2025, o Cânion do Peruaçu, um dos conjuntos espeleológicos e arqueológicos mais impressionantes da América do Sul, foi reconhecido como Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO.

Embora combine cavernas grandiosas, registros rupestres milenares e presença viva de comunidades, o Peruaçu dificilmente aparece à frente de outros destinos, como o Parque Estadual do Ibitipoca, a Serra do Cipó ou a Serra da Canastra.
Porém, quem escolhe as viagens considerando apenas os destinos mais famosos pode estar perdendo um ponto de ecoturismo surpreendente.
Confira o que pode ser encontrado no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu!
Por que o Peruaçu surpreende tanto?
Entre os mais de 56 mil hectares protegidos e 200 cavernas catalogadas, o Peruaçu tem como um de seus principais destaques a Gruta do Janelão, com salões, claraboias naturais e formações calcárias monumentais.
O parque também abriga sítios arqueológicos com pinturas rupestres de até 11 mil anos, registrando a presença ancestral de povos originários.
Nesse espaço, estão gravadas diversas narrativas visuais em pedras rodeadas pela biodiversidade do Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica, onde é possível caminhar por trilhas que alternam paisagens áridas, florestas, cânions e mirantes.
Além disso, o território é marcado pela presença de povos indígenas, como os Xacriabá, que integram a identidade histórico-cultural da região.
Com uma gestão rigorosa, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com apoio técnico do Instituto Ekos Brasil, preserva a riqueza natural e cultural do parque desde 2003.

Peruaçu e o ecoturismo como desenvolvimento
A diretora-presidente do Instituto Ekos Brasil, Ana Moeri, resume a singularidade do Peruaçu como um exemplo de combinação entre conservação e desenvolvimento socioeconômico:
“O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu é um exemplo concreto de como a conservação ambiental pode caminhar junto com o desenvolvimento socioeconômico. As comunidades que apoiam a perpetuidade das áreas protegidas são também beneficiadas diretamente, seja pelos serviços ecossistêmicos ou pelas atividades impulsionadas pelo parque, entre elas o turismo.”
Ao escolher o Peruaçu como destino, o visitante não apenas vivencia paisagens deslumbrantes; ele participa de um modelo de conservação que protege biodiversidade, preserva história ancestral e gera desenvolvimento para o território.
Como visitar o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu
O parque está localizado nos municípios de Januária, Itacarambi e São João das Missões, no norte de Minas Gerais. O acesso mais prático é a partir de Montes Claros, onde fica o aeroporto mais próximo.
O acesso às cavernas e aos sítios arqueológicos exige, obrigatoriamente, a contratação de condutores ambientais credenciados.
A medida garante segurança, preservação e uma experiência interpretativa muito mais rica.
Assim, o visitante pode organizar a viagem por conta própria com guias locais, ou adquirir pacotes oferecidos por agências especializadas em ecoturismo, que incluem transporte, hospedagem e roteiros estruturados.
Para uma visita positiva e sustentável, algumas práticas são fundamentais:
- Planejamento é essencial: informe-se sobre regras, trilhas e exigências. O uso de capacete é obrigatório nas cavernas;
- Respeite os limites: permaneça nas trilhas demarcadas e não acesse áreas restritas;
- Não deixe rastros: recolha todo o lixo e não retire elementos naturais ou arqueológicos;
- Observe a fauna à distância: não alimente animais e evite ruídos excessivos;
- Prepare-se adequadamente: use roupas e calçados apropriados, proteção solar e leve água suficiente;
- Apoie a economia local: priorize guias e serviços da região.
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Fonte: AViV Comunicação.














